Pokémon Go chegou ao Brasil e à firma

O jogo Pokémon Go chegou à firma e eu precisava muito falar sobre isso antes de dormir nem quero saber se é relevante, preciso, porque foi um buzz tão grande que ainda custo acreditar. Ninguém deixou de trabalhar, obviamente, por causa do game, mas ninguém deixou de jogar também. E quando digo ninguém, estou falando sem exceções. Todo mundo se envolveu, jogou, especulou. E se você acha que eu trabalho apenas com gente jovem, descolada e social media, você está muito enganado.

Não se falava em outra coisa desde cedo. Inclusive, a primeira pessoa que encontrei ao chegar ao trampo foi meu chefe. E adivinhe, ele estava capturando um Pokémon no estacionamento. Capturei o meu também e segui para minha estação de trabalho. Logo em seguida a copeira veio com o café perguntando se eu havia pego algum pokémon, porque todos só falavam disso. Quando ela falou todos, pensei nos seus filhos ou o pessoal do departamento de publicidade. Eu estava enganada.

No corredor, jornalistas da velha-guarda comentando sobre ter “assassinado uns monstrinhos”. Nas coberturas de imprensa, como a da fala do polêmico juiz Sérgio Moro em comissão da Câmara, o Pokémon Go também foi pauta. Fora as redes sociais, pautando a quem quer que fosse a buscar saber mais sobre Pokémon. Jovens, crianças e adultos. Estudantes, “oreias” e diretoria, ninguém escapou da vontade de sair capturando criaturas em uma bola.

E eu super entendo. O burburinho a respeito do jogo, baseado no desenho Pokémon dos anos ’90 e aplicado em realidade aumentada disponível na palma da mão (smartphones), não era de se ignorar. Houve quem dissesse (essa galera que tem bola de cristal) que o aplicativo (mesmo com todo sucesso que já estava fazendo lá fora) só chamaria a atenção dos adultos que foram criança ou adolescente durante a década de ouro do desenho animado em questão. O certo é que Pokémon chegou ao Brasil há menos de 48 horas e já inundou a vida de todos.

Já temos muitos memes, matérias sobre o game, instituição solicitando a retirada de itens do jogo do seu espaço, gente reclamando muito que só se fala nisso, gente reclamando de gente que só reclama, teorias da conspiração sobre espionagem e vazamento de dados, estabelecimentos comerciais limitando à possibilidade de captura de pokémon em seus domínios apenas a clientes pagantes […].

Teve mais e terá muito mais porque brasileiro é bicho criativo. Como a galera de marcas, instituições e até cemitérios pegando o bonde:

Enfim. Teve game novo, teve burburinho, mas teve muita produção de conteúdo também.

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